Ou seja, nós mesmos.
Macacos sem pelo, mamíferos, mas que se comportam como se fossem
pequenos deuses do planeta Terra, destruindo a porra toda. Trocando a
vivência real pela experiência virtual, o que se é pelo que se parece.
Substituindo as necessidades básicas humanas por pseudo-necessidades,
justificadas incansavelmente pela publicidade e pelo desenho.
O anseio pelo novo, ou a identificação do conceito de "novo" com o
conceito do "bom", é a essência de nossa sociedade pos-fordista, onde
novos produtos tem que ser criados constantemente, para que o consumo
seja constante. É a utopia da produção e do consumo infinito
capitalista, aplicado a um mundo redondo, finito, com recursos
esgotáveis e não renováveis.
Resumindo, a evolução acho que é integrante a toda a natureza e formas
vivas. Já o conceito de progresso, tecnológico e económico, é algo
recente, é uma criação humana e não necessariamente tem que ver com
Evolução. Vejo como doença mesmo, pra ser directo.
O pobre designer estagiário vive sobre a precariedade desse sistema. Sofrendo a
pressão dessa "sobrevivência ampliada" que, substitui a busca por
comida do ser pré-historico, pela busca de dinheiro do homem moderno.
Tem que ganhar a vida fazendo esse trabalho indigno de criar logotipos
em 3 horas. Ou talvez não seja alguém realmente preparado, fruto do
sistema educativo actual, onde o que importa é a velocidade da formação
e não a qualidade da mesma.
deixo por aqui... tenho que fazer uma animação em cinco minutos....
A chefe não gosta de minutos improdutivos...
Wednesday, 20 June 2007
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
0 comments:
Post a Comment